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Orientação de Carreira – Treinamento Ser Humano Consultoria

agosto 5, 2010

Errou? Que bom. Corrija

agosto 4, 2010
O dever da perfeição é o maior empecilho à inovação
Luiz Carlos Cabrera é professor da Eaesp-FGV, diretor da AmropPanelli Motta Cabrera e membro do Advisory Board da Amrop
O filósofo Mario Sergio Cortella, um caro amigo, me ensinou uma frase que tenho usado muito em processos de coaching: “Um erro deve ser corrigido, e não punido”. O medo de errar é um verdadeiro vaporizador paralisante para profi ssionais em qualquer momento da carreira. O dever da perfeição, que não deixa de ser uma herança totalitária e positivista, é o maior empecilho à criatividade e à inovação. Claro, estou falando dos erros que representam uma falha, algo que não foi feito com dolo ou má-fé.
Estou falando do erro comum que todos podem cometer, mas que somente poucos admitem. O erro na gestão, nas condições que descrevi anteriormente, tem de ser visto não como uma parada obrigatória no que se está fazendo, mas como um simples atraso. Não pode ser visto, quando ele ocorre, como um beco sem saída, mas como um desvio de rota. Pior ainda é o profi ssional falso e hipócrita que acredita que a melhor atitude é esconder o erro ou não falar dele. O erro é para ser discutido, analisado e, aí sim, corrigido.
O dever da perfeição é o maior empecilho à inovação
O processo de correção tem de ser um momento de crescimento, de transparência, de abertura. Nunca de crucifi cação. Pior do que constatar o erro é não aproveitar o momento para aprender. A história cansa de contar o número de vezes que todos os famosos cientistas e inventores erraram. Se Thomas Edison, Benjamin Franklin ou Albert Einstein tivessem parado no primeiro erro, várias invenções do mundo moderno não existiriam ou teriam sido adiadas. E Steve Jobs e Bill Gates? Vocês acham que nunca erraram? É claro que o erro atrapalha, atrasa, incomoda, constrange.
Mas a excelência em tratá-lo traz um efeito multiplicador incrível. Estamos lutando, nas empresas brasileiras, para melhorar a criatividade e incentivar a inovação. Garanto, com a experiência de quem educa há mais de 30 anos, que não falta inteligência ao brasileiro para inovar. Falta, sim, competência para fazer a gestão. E gestão moderna signifi ca ter atitude positiva e corajosa de entender e ajudar a corrigir os erros dos que trabalham à sua volta. O ser humano é imperfeito e por isso maravilhosamente humano. Errou? Apague e faça de novo.
Luiz Carlos Cabrera é professor da Eaesp-FGV, diretor da Amrop Panelli Motta Cabrera e membro do Advisory Board da Amrop International
Fonte: Voce S/A

O dever da perfeição é o maior empecilho à inovaçãoLuiz Carlos Cabrera é professor da Eaesp-FGV, diretor da Amrop Panelli Motta Cabrera e membro do Advisory Board da Amrop O filósofo Mario Sergio Cortella, um caro amigo, me ensinou uma frase que tenho usado muito em processos de coaching: “Um erro deve ser corrigido, e não punido”. O medo de errar é um verdadeiro vaporizador paralisante para profi ssionais em qualquer momento da carreira. O dever da perfeição, que não deixa de ser uma herança totalitária e positivista, é o maior empecilho à criatividade e à inovação. Claro, estou falando dos erros que representam uma falha, algo que não foi feito com dolo ou má-fé.
Estou falando do erro comum que todos podem cometer, mas que somente poucos admitem. O erro na gestão, nas condições que descrevi anteriormente, tem de ser visto não como uma parada obrigatória no que se está fazendo, mas como um simples atraso. Não pode ser visto, quando ele ocorre, como um beco sem saída, mas como um desvio de rota. Pior ainda é o profi ssional falso e hipócrita que acredita que a melhor atitude é esconder o erro ou não falar dele. O erro é para ser discutido, analisado e, aí sim, corrigido.
O dever da perfeição é o maior empecilho à inovação
O processo de correção tem de ser um momento de crescimento, de transparência, de abertura. Nunca de crucifi cação. Pior do que constatar o erro é não aproveitar o momento para aprender. A história cansa de contar o número de vezes que todos os famosos cientistas e inventores erraram. Se Thomas Edison, Benjamin Franklin ou Albert Einstein tivessem parado no primeiro erro, várias invenções do mundo moderno não existiriam ou teriam sido adiadas. E Steve Jobs e Bill Gates? Vocês acham que nunca erraram? É claro que o erro atrapalha, atrasa, incomoda, constrange.
Mas a excelência em tratá-lo traz um efeito multiplicador incrível. Estamos lutando, nas empresas brasileiras, para melhorar a criatividade e incentivar a inovação. Garanto, com a experiência de quem educa há mais de 30 anos, que não falta inteligência ao brasileiro para inovar. Falta, sim, competência para fazer a gestão. E gestão moderna signifi ca ter atitude positiva e corajosa de entender e ajudar a corrigir os erros dos que trabalham à sua volta. O ser humano é imperfeito e por isso maravilhosamente humano. Errou? Apague e faça de novo.
Luiz Carlos Cabrera é professor da Eaesp-FGV, diretor da Amrop Panelli Motta Cabrera e membro do Advisory Board da Amrop International
Fonte: Voce S/A

Atingir metas é planejar e fazer

julho 30, 2010
Dizem que querer é poder, mas que o mais difícil é querer.

Em gestão também é assim

Rita Palladino/Press & Mídia

O gerente de RH Antonio Luiz Nascimento, diz que em qualquer coisa que se vai fazer na vida, as pessoas deveriam estabelecer metas, fazer listas e se dar prazo até atingir os objetivos, senão a pessoa irá vagar sem rumo e não chegará a parte alguma. “Tenha estabelecido bem claro para você o que pretende atingir de mais importante em dois ou três meses ou nas próximas semanas. Anote essas metas no papel e deixe-as sempre bem à vista para nunca esquecê-las”, diz.
“As pessoas não entendem que a autodeterminação pode nos levar a alcançar aquilo que almejamos, mas elas se perdem sem saber o que querem de verdade e, no final, não conseguem chegar a parte alguma”, continua ele, dizendo que fazer uma lista diária, priorizando as atividades, deveria ser algo tão básico quanto aprender a ler, escrever e fazer contas.

“Parece incrível, mas ainda hoje, em pleno terceiro milênio, há pessoas que ‘esquecem’ de fazer algo, simplesmente porque não agendaram”. Antonio também diz que muitos profissionais perdem um tempo imenso com trabalhos tolos, ao invés de cumprir as tarefas mais importantes.

“Também há quem não saiba delegar. Muitas vezes seguramos coisas demais em nossas mãos, começando pelas rotinas e procedimentos operacionais, que poderiam ser passadas aos subordinados. Não adianta prender tudo e não dar conta do recado”. Para Antonio, não recusar nenhum serviço, por menos volumoso que seja, quando você já está atolado de trabalho, não apenas não lhe trará nenhum reconhecimento de outros, como também correrá o risco de não atingir aquelas metas iniciais traçadas.

E, já que estamos falando em atingir algum objetivo, Antonio aconselha a evitar o perfeccionismo. “A perfeição é desejável, mas raramente necessária. Isso parece estar acima do nível de compreensão do perfeccionista, o qual acha que tudo deve ser impecável. Nada pode ter andamento sem antes passar pelo ‘controle de qualidade’, mas é por isso que, muitas vezes, decisões importantes e essenciais deixam de ser tomadas, porque o exagero nos detalhes esconde as reais oportunidades passando ao lado”.

Fonte: Voce S/A

Marketing Pessoal: 10 razões para começar agora Razões para Iniciar Agora seu Marketing Pessoal

julho 26, 2010

A necessidade da gestão de carreira e da implantação de um plano de marketing pessoal está se tornando uma unanimidade. A maioria dos profissionais que temos conversado, sejam professores universitários, executivos ou empresários, concorda com a importância de se ter um plano de marketing pessoal para gerir suas carreiras. No entanto, apesar disto, poucos são aqueles que realmente conseguem transformar esta convicção em uma atitude prática.

Em função da falta de ação de muitos profissionais, resolvemos apresentar uma série de dez razões, todas importantíssimas, para motivar aqueles que ainda não resolveram desenvolver seu plano de marketing pessoal a fazê-lo agora. Já foi dada a largada para a corrida pelas melhores oportunidades de mercado, e quem não se antecipar acabará ficando para trás. Vamos às razões:

  • Razão 1 – um plano de marketing é como uma “receita de bolo” que pode ser elaborado em poucos dias, e seu conteúdo, na maioria das vezes, é formado por idéias práticas e de fácil aplicação, portanto, comece agora!
  • Razão 2 – o tempo corre contra você, quanto mais rápido implantar seu plano de marketing, mais rápido serão os resultados para sua carreira. O que está esperando?
  • Razão 3 – provavelmente você já tem inúmeros concorrentes promovendo suas respectivas carreiras no mercado, e você está ficando para trás. Não espere mais!
  • Razão 4 – marketing pessoal é um hábito, e você precisará de tempo para se habituar com esta nova maneira de agir em sua vida, portanto, corra!
  • Razão 5 – marketing pessoal cria novas oportunidades de negócios, e novas oportunidades de negócios, geralmente, significam mais dinheiro. Então aja agora!
  • Razão 6 – um plano de marketing pessoal pressupõe que você conquistará outros ciclos de amizade, isto certamente dará uma nova perspectiva de prazer e satisfação a sua vida pessoal e profissional. Mexa-se!
  • Razão 7 – o plano de marketing pessoal traz reconhecimento social pelos anos de esforços, estudos e trabalho. O que está esperando, ande!
  • Razão 8 – maior status social é o que obterá com o sucesso profissional conseguido através de seu plano de marketing pessoal. Vá em frente!
  • Razão 9 – a realização de seus sonhos de consumo, de seus sonhos de viagem e de muitos outros sonhos, poderá ser conquistada através do sucesso obtido com o marketing pessoal. Apresse-se!
  • Razão 10 – a realização profissional traz uma sensação superior de satisfação. É como conquistar o cume do Everest, algo inexplicável. Porque você não tenta iniciar agora o seu desafio pessoal? Mas é preciso dar o primeiro passo. Aja agora!

Um plano de marketing pessoal é algo fácil de ser implantado. Na verdade, trata-se de um conjunto de ações e ferramentas que, se utilizados em conjunto, ajudam a promover a carreira de um profissional.

Na primeira parte de um plano de marketing pessoal é preciso desenvolver as competências pessoais do profissional, aqueles atributos que fazem parte de seu comportamento, e que podem ter um impacto positivo em sua atuação profissional. Qualidades como auto-motivação, liderança, criatividade, bom humor, capacidade de produzir conhecimentos, relacionamento interpessoal e sua capacidade de sonhar são os atributos essenciais que precisam ser desenvolvidos e incorporados a sua carreira profissional.

A outra parte do plano de marketing consiste na aplicação de ferramentas para promoção pessoal. Construção de uma rede de relacionamentos (networking), criação de um site pessoal, utilização de cartões de visitas de uma maneira dinâmica, ter um sistema de relações públicas pessoal, dentre outras ferramentas, certamente ajudarão a promover sua carreira e sua imagem no mercado de trabalho.

Estes conceitos e ações precisam estar “amarrados” em um planejamento coerente, ou seja, ao seu “plano de marketing pessoal e profissional”.

Todos nós precisamos de motivação para realizar alguma tarefa, para enfrentar um desafio e para iniciar alguma empreitada. Implantar um plano de marketing em nossa vida pessoal e profissional é um desafio. Não sabemos ao certo o que iremos encontrar, certamente viveremos momentos de “pura adrenalina”, seremos colocados diante de situações inusitadas, mas tudo isto se justifica pela sensação de vitória e de sucesso que conseguiremos alcançar ao final desta caminhada..

Fonte: http://www.algosobre.com.br

Empregabilidade

julho 22, 2010

Emprego e desemprego sempre foram temas amplamente debatidos em nosso cotidiano. De um modo bem simplista, emprego é o cargo ou função remunerada exercida por uma pessoa. O volume total de emprego na economia depende de diversos fatores, tais como: a tecnologia utilizada para produzir e a polí tica econômica governamental. O ní vel de emprego na economia consiste na relação entre as pessoas que podem trabalhar e as que efetivamente conseguem.

Desemprego é uma situação de ociosidade involuntária em que as pessoas se encontram. Temos vários tipos de desemprego, tais como o desemprego tecnológico causado por alterações na tecnologia utilizada na produção de um bem ou prestação do serviço; desemprego cí clico, que está relacionado com o auge e recessão econômica; desemprego disfarçado ou subemprego, que consiste dos trabalhadores sem registro em carteira e da remuneração muito abaixo dos padrões aceitáveis; desemprego sazonal aquele limitado a determinadas épocas do ano, como a colheita da cana-de-açúcar; outro tipo é o desemprego voluntário, quando a pessoa não aceita trabalhar aquele preço do salário (optando por ficar em “casa”), portanto, voluntariamente desempregada.

Entretanto, hoje em dia, mais importante que estar empregado ou desempregado, é a empregabilidade. O termo empregabilidade significa capacidade das pessoas de se adaptarem às novas necessidades e dinâmica do mercado de trabalho. Vários fatores, tais como: globalização, novas tecnologias, mudanças organizacionais que influenciam os paí ses, que por sua vez influenciam as empresas e por consequência acabam refletindo nas pessoas determinam a empregabilidade.

Em suma, a empregabilidade diz respeito a capacidade profissional de estar protegido das instabilidades do mercado de trabalho. Quanto mais tempo a pessoa fica fora do mercado de trabalho, mais difí cil é o retorno pelos métodos convencionais. Nesse sentido, o segredo para manter-se empregado é preparar-se para a empregabilidade. Para isso, é fundamental que as pessoas se preparem para as mudanças, especializando-se, atualizando-se e inovando. Muitos ficam preocupados com a estabilidade no emprego e acabam se esquecendo de se adaptar e auto capacitar-se para as mudanças nos padrões organizacionais e ambientais. A empregabilidade implica em ter competência (conhecimento), habilidade e principalmente atitude para aceitar as novas tecnologias e estar sempre inovando.

Há muito tempo estamos presenciando transformações radicais nos meios de comunicação, computadores, satélite, máquinas, que trouxeram alterações no dia-a-dia, exigindo das pessoas mudanças quanto a relacionamentos, hábitos, atualização de conhecimento, atividades fí sicas.

Atualmente, o capital humano e a competência humana nunca ocuparam lugar de destaque como antes na história. A empregabilidade é a capacidade das pessoas em agir e criar situações, que ajudem a desenvolver-se e estar preparadas para a resolução de problemas e domí nio do assunto em que trabalha de forma criativa. Então, se você está apenas preocupado com a estabilidade no emprego, acho melhor preparar-se para a empregabilidade. Por hoje é só. Até semana que vem.

Jorge José Elias é Economista, Mestre em Adm e professor na Cnec Capivari
jjelias@cneccapivari.br

Fonte: http://adm.cneccapivari.br/?q=node/34

Saiba como superar longos períodos sem emprego

julho 18, 2010

Tempo é agravante, mas forma de lidar com a situação é reconhecida

Fonte: http://www.universia.com.br

O administrador André Luiz de Santi Barbosa de Almeida, 29 anos, é dos 1,7 milhão de brasileiros que, segundo levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), estão desempregados. Para ele, a busca por uma nova oportunidade no mercado de trabalho já dura um ano e seis meses. Embora a esperança se renove cada vez que o telefone toca ou a cada nova entrevista de emprego, os diversos “nãos” recebidos ao longo desse período, a baixa receptividade dos empregadores e a pressão social intensificam o desanimo e o sentimento de fracasso profissional e pessoal. Além de tudo isso, esse tempo todo parado já começa a chamar a atenção excessivamente no currículo de Almeida.

“No começo, o número de entrevistas era bem maior. Hoje, os poucos empregadores que me chamam para uma conversa me questionam o tempo em que estou parado”, conta Almeida. O administrador diz que alguns chegam a pensar que o tempo encostado é fruto de sua própria vontade. “Desejo de trabalhar é que não me falta. Falta, no entanto, alguém que me dê uma oportunidade”, destaca Almeida, que admite ter arriscado, inclusive, buscar alternativas em vagas inferiores. “Nesses casos, a desculpa pela não contratação, geralmente, é a alta qualificação”, declara ele.

Ainda que a postura do mercado de trabalho pareça ser cruel, Simone Dias, professora de Ciências Administrativas da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), explica que os profissionais que ficam muito tempo desempregados não são teoricamente competitivos, nem mesmo facilmente empregáveis. “Em casos de candidatos igualmente capacitados, geralmente são priorizados aqueles que estão mais próximos à realidade do mercado de trabalho”, explica Simone. O fator tempo, na opinião dela, já começa a se tornar agravante a partir do terceiro mês. “Portanto, a procura por uma nova oportunidade deve começar no primeiro dia após a saída do antigo emprego. Nada de se dar um mês de férias, tampouco de esperar o vencimento do seguro desemprego”, recomenda ela.

Além do preconceito com relação ao tempo parado, há ainda outros fatores que também pesam na avaliação dos recrutadores. É o que garante Sueli Milare, coordenadora da especialização em Desenvolvimento do Potencial nas Organizações da PUC-Campinas (Pontifícia Universidade Católica de Campinas) e diretora geral KorumCoaching. “Hoje particularmente a situação econômica nacional e internacional é levada em consideração pelas empresas. Isso porque elas entendem que em momentos de crise as dificuldades de se encontrar uma nova vaga são maiores. Mas quando o mercado está aquecido fica mais difícil justificar esse tempo desempregado”, explica Sueli, que acredita que as desvantagens na empregabilidade começam a aparecer a partir do sexto mês parado.

Muito mais do que a avaliação de fatores externos, Sérgio Piza, responsável pela área de recursos humanos da Claro, ressalta o peso da análise do comportamento do profissional durante o desemprego. Segundo ele, a experiência da transição entre empregos pode ser importante e enriquecedora. “Se estruturado com eficiência, contribui para a qualificação pessoal do profissional a partir do aprendizado com as incertezas e com o controle emocional”, garante ele, que assegura a valorização desses aspectos na contratação. Ou seja, se o profissional consegue lidar bem com a situação, isso passa a ser visto como uma qualidade a mais.

Estabelecer o equilíbrio emocional, na opinião de Sueli, que também é psicóloga, é um dos maiores desafios para um profissional que há tempos está afastado do mercado de trabalho. Segundo ela, é comum a perda da autoestima, o sentimento de inferioridade e a descrença no próprio potencial. Casos de depressão também são frequentes. Mas, ao invés de alimentar todas essas sensações, a professora da PUC-Campinas aconselha que as transformem em energia para impulsionar o processo de recolocação. “Nesse momento, o apoio e a compreensão da família e dos amigos são essenciais”, alerta ela.

Além de orientar que os profissionais continuem levantando cedo, Sueli recomenda a abolição do uso do pijama durante o dia. “A tendência é não ter animo para fazer nada. Por isso, tome banho cedo e saia de casa nem que seja para ir à banca de jornal”, sugere ela, que acrescenta a importância da permanência do convívio com outros profissionais. “Manha os contatos comerciais em dia, continue a frequentar os mesmos ciclos sociais e tente minimizar as mudanças na rotina. Assim, o choque da mudança será menor”, afirma a psicóloga.

De acordo com Piza, o grande erro é a falta de estruturação de um cronograma de atividades. “Crie uma agenda produtiva e sadia, com a reserva de horário para leituras, atividades culturais (teatro e cinema), cursos extracurriculares, para acompanhar e-mail e restabelecer a rede de relacionamento. Determine com quantas pessoas falará por dia, quantos currículos enviará e em quantos eventos participará por mês”, sugere o recrutador. “Não é porque você não está trabalhando, que não vai trabalhar”, enfatiza ele.

Turbine seu currículo

Com o lado emocional estruturado, é hora de investir na capacitação profissional. “Se o candidato não estudar, perde ainda mais a vantagem competitiva e o conhecimento do mercado, além de minimizar ainda mais as possibilidades de reingresso”, aponta Simone. A professora da UFPE sugere que os profissionais desempregados usem o tempo disponível a seu favor para aumentar seu poder competitivo. Segundo ela, muitos dos brasileiros que reclamam da falta de oportunidade, são desqualificados.

Para evitar esse tipo de problema, bem como o desperdício de esforço na procura por oportunidades erradas, Piza aconselha a realização de autoanálises. “Não quer dizer que tenha que desistir dos sonhos. Mas sim, que identifique o que realmente quer, quais são as suas competências, o que o mercado exige para que alcance esses patamares e o que é preciso fazer para adequar-se a essas exigências”, afirma o diretor da Claro. Segundo ele, muitas personalidades alcançaram suas maiores conquistas após períodos de transições.

Foi a partir desta avaliação que a administradora Adriana de Oliveira Loverbeck, 27 anos, conseguiu superar os 14 meses de desemprego. Ao pedir demissão de seu antigo trabalho, tinha plena convicção de ter todas as competências necessárias para a conquista de uma nova vaga. As primeiras entrevistas, no entanto, mostraram a ela o contrário. “Só o Ensino Superior não era o suficiente. Além da cobrança pelo conhecimento de um segundo idioma, sentia a necessidade de incrementar os meus conhecimentos técnicos em cursos extracurriculares”, diz Adriana. E, ao invés, de contestar a atitude dos recrutadores, ela decidiu aplicar o dinheiro da rescisão do antigo contrato em cursos. “Investimento que teve retorno. Consegui um emprego numa empresa do setor de fabricação de produtos para pesca”, comemora.

Ainda que nem todo o desempregado tenha dinheiro para investir em cursos, Simone cita a existência de diversas atividades gratuitas. “Há cursos gratuitos oferecidos tanto por universidades públicas, entidades de classe ou organizações não governamentais. Além disso, há diversas opções de simpósio, palestras, congressos e feiras que também contribuem com o desenvolvimento profissional”, cita a professora da UFPE.

A tecnologia tem contribuído inclusive para que a atualização seja iniciada dentro da própria casa. “É possível manter-se atualizado com a TV, o rádio, o jornal, a revista e a Internet. Não adianta, no entanto, gastar o seu tempo livre assistindo desenho”, aponta Sueli. De acordo com ela, a manutenção não se restringe a atualização. É preciso ainda manter as relações profissionais. Simone partilha com a professora da UFPE e aponta a rede de contatos como a segunda responsável pelo surgimento de oportunidades. “A primeira ainda é o currículo”,acredita ela.

Piza sugere que os profissionais não tenham vergonha de recorrer tanto aos antigos amigos como aos colegas mais recentes. “Mesmo aqueles que não estão inseridos nas mesmas áreas que você. Até porque ele pode indicar outros contatos. Mande um e-mail, faça uma ligação ou agende um encontro”, diz o recrutador da Claro. “Essa transição é difícil, mas se superada é um bom sinal”, enfatiza.

A importância da imagem pessoal no mercado de trabalho atual.

julho 14, 2010

Todo ser humano tem necessidade de se destacar naquilo que realiza. O maior responsável pelo desenvolvimento pessoal é o próprio indivíduo. A busca da realização é uma característica do comportamento humano. Sentir-se importante é desejo de todos.

Com a velocidade com que as coisas evoluem e a competição crescente, investir na imagem pessoal é uma estratégia vital para qualquer profissional que queira entrar e permanecer no mercado de trabalho.

Muito além da aparência e de uma bela roupa, a imagem pessoal abrange o  conhecimento da dimensão humana, pois este é um processo de desenvolvimento pessoal que valoriza as capacidades e competências do homem.

A construção da imagem pessoal deve acontecer  no dia-a-dia, não deve ser um esforço fingido, mas algo que flui espontaneamente.

Exige auto-conhecimento: o indivíduo que se conhece tem a possibilidade de fazer opções mais corretas ( até mesmo na hora de se vestir) e preservar sua autenticidade. O auto-conhecimento requer paciência, disciplina, perseverança, uma elevada auto-estima, determinação, um conjunto de crenças e valores que irão nortear as atitudes e comportamentos de forma a fazer o uso correto das habilidades inatas e das habilidades a serem criadas e aperfeiçoadas.
Portanto o profissional deve ser flexível às mudanças e criar uma imagem positiva de si mesmo.

Exige o bom relacionamento inter-pessoal: o homem já não pode trabalhar sozinho. Onde há mais de uma pessoa, há um relacionamento e, com certeza, conflitos existirão, sejam de gostos, costumes, crenças, educação, dentre outros.  A   atenção personalizada a quem quer que seja nunca é um investimento  sem retorno. Sentimentos positivos e de simpatia provocarão o aumento da interação, favorecendo a produtividade.

Exige qualificação: é preciso aprimorar, não só uma vez, mas continuamente. Produtos são planejados, fabricados, testados, comercializados e muitas vezes recolhidos do mercado para correções. Assim deve ser todo profissional : viver em constante renovação, num movimento cíclico.

Exige ética: nesse processo, deve ser feita uma  análise, principalmente sob o ponto de vista ético que envolve a imagem pessoal, o limite entre a divulgação das reais competências e das características irreais atribuídas .

Exige coragem: o medo de errar e não corresponder as próprias expectativas  e as expectativas dos outros, poda a possibilidade de transformar sonhos em realidades.

Imagem pessoal é certamente Marketing de imagem. Porém nesta estratégia de destaque profissional, não há espaço para inverdades. Não existe separação entre ser e parecer, existe um abismo entre parecer (imagem) e visibilidade (ser visto, ouvido ou sentido). Construir uma imagem é uma ação, ou uma seqüência delas. Ser visto, ouvido e percebido é outra. No mercado de trabalho atual, imagem, visibilidade e principalmente credibilidade são determinantes.

Assim, a elaboração de ações estratégicas e sua prática através de atitudes e comportamentos, conduzirão a trajetória pessoal e profissional para o sucesso, por meio de qualidades e habilidades inatas, ou adquiridas do indivíduo que, aperfeiçoadas, promoverão comportamentos favoráveis, que levarão ao aspirado destaque profissional.
Para se chegar ao topo, além do talento e competência, é preciso constante aperfeiçoamento da imagem pessoal.

Fonte: http://www.vivaitabira.com.br

Texto: Fernanda Miranda – Moda

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